Programa de redução de salário preserva mais de 3,5 mi de empregos

Empresas de menor porte têm usado mais programa do governo
O programa de
redução temporária de salários e de suspensão de contratos de trabalho durante
a pandemia do novo coronavírus (covid-19) ajudou a preservar 3.511.599
empregos, divulgou nesta última quinta-feira (23) a Secretaria Especial de
Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. Segundo o órgão, os valores a
serem pagos de complementação de renda totalizam R$ 6.983.378.703,58.
Os números referem-se até as 21h50 da última quarta-feira (22). Segundo o
Ministério da Economia, 569 mil empregadores aderiram ao programa, a maioria
empresas de pequeno porte.
Segundo as estatísticas disponíveis no site criado pelo ministério para
divulgar as informações sobre o programa, 59% dos acordos (2.074.127)
referem-se a trabalhadores de micro e de pequenas empresas, que faturam até R$
4,8 milhões por ano. As médias e grandes empresas, com faturamento superior a
esse valor, respondem por 34% dos acordos (1.210.710). Os empregadores
domésticos e trabalhadores do Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física
(Caepf) totalizam 6% dos acordos (226.762).
Os acordos de suspensão de contratos representam 58,3% do total, o que equivale
a 2.045.799 empregos. Em relação aos casos de redução de jornada, 16% dos
acordos (562.599) estabelecem redução de 50% dos salários com o recebimento de
50% do seguro-desemprego, 12,1% dos acordos (424.157) foram fechados para
reduzir o salário em 70% com a complementação de 70% do seguro-desemprego.
Um total de 8,9% (311.975) dos acordos preveem a redução de 25% dos salários
com o pagamento de 25% de seguro-desemprego. Os casos de trabalhadores
intermitentes, que recebem R$ 600 por três meses quando o contrato estiver
“inativo”, correspondem a 4,8%, o equivalente a 167.069 empregados.
Estados
Segundo as estatísticas do Ministério da Economia, os estados que
registraram o maior número de benefícios emergenciais foram São Paulo (29,8%),
Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,8%), Rio Grande do Sul (5,5%) e Paraná
(5,4%). A pasta prevê que o programa preservará até 8,5 milhões de empregos em
todo o país e custará R$ 51,2 bilhões nos próximos três meses.
Equivalente a uma parte do seguro-desemprego a que o trabalhador teria direito
se fosse demitido sem justa causa, o benefício emergencial é concedido a
trabalhadores que tiverem jornada reduzida ou contrato suspenso, conforme a
Medida Provisória 936. Nos acordos individuais, o percentual do seguro-desemprego
equivale à redução salarial proposta pelo empregador. Os trabalhadores
intermitentes recebem uma ajuda de R$ 600.



Deixe um comentário
Você precisa fazer o login para publicar um comentário.