Governo de SP reforça austeridade econômica

Com queda de arrecadação prevista em R$ 10 bilhões, Estado se prepara para garantir recursos em Saúde e Segurança durante pandemia
O Governador João Doria anunciou nesta terça-feira (14) uma
série de medidas de austeridade econômica e corte de despesas públicas no
Estado. O objetivo é garantir o cumprimento de compromissos financeiros ao
longo dos próximos três meses e assegurar recursos e investimentos nas áreas de
Saúde e Segurança Pública durante a pandemia da COVID-19.
O impacto econômico das medidas prevê que a reserva emergencial de caixa
alcance R$ 2,3 bilhões nos próximos três meses. A suspensão de serviços da
dívida com a União foi ratificada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e já
permite economia de R$ 1,2 bilhão por mês entre março e agosto. O Estado também
faz negociações para interromper o pagamento de dívidas bancárias e de
precatórios durante a crise.
“Estamos cortando custos no Governo para preservar salários e empregos”,
afirmou o Doria. “Precisamos guardar e separar recursos para atender a Saúde e
a Segurança Pública. A prioridade também é a proteção social para atender os
desvalidos, os desempregados e os que estão na extrema miséria”, acrescentou
Governador.
A previsão é que o Estado deixe de arrecadar R$ 10 bilhões entre abril e junho,
período que deverá abranger o pico da pandemia em São Paulo. O pacote de corte
de custos não prevê redução de salários ou de jornadas de trabalho do
funcionalismo paulista, mas prorroga despesas e suspende serviços considerados
não essenciais enquanto durar o enfrentamento ao coronavírus.
“Dada a realidade encontrada, as decisões tomadas de austeridade fiscal de
maneira qualitativa acabam preservando o funcionamento do Estado nas áreas
essenciais neste momento de guerra contra o vírus”, declarou o Vice-Governador
Rodrigo Garcia, que também é Secretário de Governo.
As medidas foram definidas por decretos publicados no Diário Oficial do Estado
desta terça. A redução média de custeio é prevista em 20%, exceto para as áreas
essenciais. Haverá redução orçamentária destinada a museus, atendimento ao
público, despesas com água, luz e outros contratos como limpeza, manutenção
predial e transporte escolar.
À exceção dos servidores da Saúde, o Governo de São Paulo determinou também a
suspensão de auxílio alimentação e transportes aos funcionários públicos em
teletrabalho; pagamento de diárias e passagens aéreas e terrestres; compra de
carros, equipamentos, computadores e novas locações de imóveis e veículos.
O Estado também suspendeu a antecipação de pagamento do décimo-terceiro salário
e um terço de férias remuneradas, que só serão quitados em dezembro. Com
exceção das áreas de Saúde e Segurança Pública, os concursos em andamento e
novos processos seletivos estão paralisados, assim como novas nomeações,
contratos de obras e publicidade que não esteja relacionado a ações de
enfrentamento e prevenção ao coronavírus. O pagamento de bônus por resultados
ficará restrito a profissionais de saúde e integrantes das forças de segurança.



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