Mercado financeiro prevê queda de 1,96% na economia este ano

Previsão do recuo de PIB passou de 1,18% para 1,96%
Com a pandemia de covid-19, o mercado financeiro tem piorado
a estimativa para a queda da economia este ano. A previsão de recuo do Produto
Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país –
passou de 1,18% para 1,96%. Essa foi a nona redução consecutiva.
A previsão para o crescimento do PIB em 2021 subiu de 2,50% para 2,70%. As
previsões de expansão do PIB em 2022 e 2023 permanecem em 2,50%.
Dólar
A cotação do dólar deve fechar o ano em R$ 4,60, contra R$ 4,50 na semana
passada. Para 2021, a expectativa é que a moeda americana fique em R$ 4,47,
contra R$ 4,40 da semana passada.
Inflação
As instituições financeiras consultadas pelo BC reduziram a previsão de
inflação para 2020 pela quinta vez seguida. A projeção para o Índice Nacional
de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 2,72% para 2,52%.
Para 2021, a estimativa de inflação segue em 3,50%, assim como para 2022 e
2023.
A projeção para 2020 está praticamente no limite inferior da meta que deve ser
perseguida pelo BC. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4%
em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para
baixo, ou seja, o limite inferior é 2,50% e o superior, 5,50%. Para 2021, a
meta é 3,75% e para 2022, 3,50%, também com intervalo de 1,5 ponto percentual
em cada ano.
Selic
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal
instrumento a taxa básica de juros, a Selic, estabelecida atualmente em 3,75%
ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic tenha mais uma redução e
encerre 2020 em 3,25% ao ano a mesma previsão da semana passada.
Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 4,50% ao ano. A
previsão anterior era de 4,75% ao ano. Para o fim de 2022 e 2023, as
instituições mantiveram a previsão em 6% ao ano.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato,
com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e
estimulando a atividade econômica. Quando o Copom aumenta a taxa básica de
juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços
porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.



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