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Coronavírus pode trazer falências para setores da economia, diz Deonir Tofollo

05/04/2020 00h07 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Coronavírus pode trazer falências para setores da economia, diz Deonir Tofollo Foto: Divulgação / Policarbon

Diretor da Policarbon comenta sobre os impactos da pandemia e do isolamento social na produção e consumo

O Diretor da Policarbon, indústria que fabrica filtros, bebedouros e purificadores de água em São Carlos, Deonir Tofollo comentou sobre os impactos que a pandemia do coronavírus trouxe tanto para a empresa, como para a economia em geral.
A seguir, trechos da entrevista.
Como avalia os impactos do covid 19 sobre a indústria em geral?
As indústrias, mesmo não parando totalmente por causa dessa Pandemia, sofrem uma grande queda em sua produção, pois as vendas caem – se a venda começa a cair, a indústria em geral se vê obrigada a diminuir a produção. Assim a produção precisa se reorganizar pra produzir menos e isso vai impactar em demissões, inadimplência e podemos ter até mesmo algumas falências em alguns setores da economia.
Em relação à sua indústria, qual foi o impacto? Em termos de pedidos de clientes e compra de componentes com fornecedores?
Assim que saiu a notícia do coronavírus no Brasil, a Policarbon já começou a ter diminuição nos pedidos devido ao fechamento de algumas revendas, e outras revendas no Brasil e mesmo em outros países – já que vendemos também para outros países – já começaram a segurar. Mas como tenho uma gestão muito organizada e pé no chão, continuamos a produzir para estoque e reduzimos todos os custos possíveis.
Há risco de reduzir a força de trabalho?
No caso da Policarbon, como geralmente as férias são nos meses de Junho e Julho, conseguimos adiantar férias para Abril e Maio, então não há necessidade de demissões, graças a Deus – pois eu tenho funcionários muito engajados e que precisam do emprego. Também reforçamos as vendas via lojas on-line o que mantém o faturamento básico.
Está adotando medidas internas para mitigar os impactos?
Sim, por ser uma empresa dividida em vários setores de produção, não há aglomeração de funcionários, então no setor onde estão mais próximos, tomamos os cuidados de trabalharem em certa distância e todos utilizando EPI como máscara, luvas e sempre higienizando as mãos. Temos duas pessoas com idade de risco que afastamos da empresa e deixamos em quarentena sendo remunerados. Mantivemos o pagamento em dia do salário de todos.
Avalia que a recuperação da economia será demorada?
Acredito que de maio para a frente já comece a voltar ao normal, aos poucos. Mas a economia sofrerá um impacto que pode demorar meses para ter uma retomada. Acredito que esse ano não será fácil o ano todo, mas eu vim da roça – sei o que é dificuldade, passei por muitas na minha vida e eu não desisto nunca. A única coisa que eu sei fazer é trabalhar, aprendi com meus pais a ser durão nas dificuldades. Eu sou durão. Nós, de São Carlos, somos exemplo para o país na indústria e na produção, nós vamos vencer mais essa juntos. São Carlos é uma cidade maravilhosa… nós da Policarbon temos orgulho de sermos de São Carlos e sermos a maior indústria de filtros de água do Brasil. Nós vamos superar essa barreira.

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