BC anuncia redução de compulsório e empréstimo a instituições

O Banco Central (BC) reduziu depósitos compulsórios e
anunciou linha de empréstimos a instituições financeiras nesta manhã de
segunda-feira (23). A decisão faz parte do conjunto de ações adotadas pelo BC
para minimizar os efeitos do coronavírus (covid-19) sobre a economia brasileira.
O BC reduziu a alíquota do compulsório sobre recursos a prazo de 25% para 17%.
Segundo o BC, a medida é temporária. “A medida tem o objetivo de aumentar a
liquidez do Sistema Financeiro Nacional”. A redução de compulsórios, recursos
que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC, pode levar à injeção de
até R$ 68 bilhões na economia, a partir do dia 30 deste mês.
“Em 14 de dezembro, caso a economia tenha atravessado a pandemia do
covid-19, a alíquota do compulsório sobre recursos a prazo será recomposta ao
patamar anterior de 25%”, diz o BC, em nota.
Empréstimos
O BC anunciou ainda que o Conselho Monetário Nacional (CMN) o autorizou a
concessão de empréstimos a instituições financeiras garantidos em debêntures
adquiridas entre 23 de março e 30 de abril de 2020. Segundo o
BC, é uma Linha Temporária Especial de Liquidez (LTEL).
“O objetivo da linha é prover liquidez ao mercado secundário de dívida
corporativa, fortemente afetado pela recente turbulência verificada nos
mercados financeiros internacional e nacional, fruto dos reflexos da propagação
do coronavírus (covid-19).”
Além das debêntures, o BC manterá, como garantia adicional, os recolhimentos
compulsórios do banco no mesmo montante da operação.
“Com a medida, o BC espera aumentar a liquidez no mercado secundário de dívida
privada, minimizando os efeitos da crise sobre o mercado de capitais”,
destacou.
“A adoção de linhas especiais de liquidez lastreadas em títulos de dívida
privada vem sendo um instrumento amplamente usado pelos principais BCs do mundo
em reposta à crise provocada pela propagação do coronavírus (covid-19), dentro
de seus arcabouços e competência”, finalizou o BC, em nota.
Captação de recursos
O BC também informou que “as incertezas ocasionadas pela crise sanitária mundial
sobre a economia têm aumentado a aversão ao risco e podem interferir
negativamente na captação de recursos pelas instituições financeiras”. “Para
reforçar a capacidade de resposta ao regular funcionamento do Sistema
Financeiro Nacional (SFN), o Conselho Monetário Nacional (CMN)
aprovou hoje a Resolução nº 4.785, que autoriza a captação de
Depósito a Prazo com Garantia Especial do Fundo Garantidor de Crédito (FGC)”.
“Conhecido no mercado como DPGE1, essa modalidade de depósito a prazo é
garantida pelo FGC até o limite de R$20 milhões por titular e foi um
instrumento utilizado com sucesso para dar liquidez ao mercado no momento de
stress provocado pelos efeitos da crise mundial de 2008 no Brasil”.



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