Estados e municípios podem integrar sistemas de compras locais à União

Em transição para adotarem o pregão eletrônico, os estados e
os municípios que operam convênios com a União ou recebem transferências
voluntárias do governo federal poderão integrar os sistemas de compras locais à
plataforma de prestação de contas do Ministério da Economia. Lançada na última
sexta-feira (06), a ferramenta também pode ser usada por organizações da
sociedade civil que recebem recursos federais.
Atualmente, todos os entes locais e organizações da sociedade podem usar e
registrar as aquisições com recursos de transferências voluntárias diretamente
no Sistema de Compras do Governo Federal (Comprasnet). No entanto, os entes que
quisessem continuar a usar os sistemas próprios de compra tinham de registrar
as operações posteriormente na Plataforma +Brasil, criada em setembro do ano
passado para informatizar a prestação de contas de transferências federais
voluntárias recebidas pelos entes locais.
Com a integração, as compras poderão ser feitas nos sistemas próprios e passam
a ser instantaneamente registradas na Plataforma +Brasil. Segundo a Secretaria
de Gestão do Ministério da Economia, a integração não apenas agiliza o trabalho
dos gestores públicos, como diminui a burocracia e aumenta o combate à
corrupção, porque todas as transações passam a ser registradas automaticamente
de forma eletrônica.
Desde outubro do ano passado, os estados que recebem recursos da União estão
obrigados a aderirem ao pregão eletrônico. A exigência foi estendida aos
municípios com mais de 50 mil habitantes em fevereiro e será aplicada aos
municípios de 15 mil a 50 mil habitantes em 6 de abril.
Em junho, será a vez de as cidades com até 15 mil moradores adotarem o sistema.
O cronograma foi estabelecido pela Instrução Normativa 206, editada em outubro
do ano passado, pelo Ministério da Economia.
De acordo com o Ministério da Economia, o pregão eletrônico aumenta a economia
de recursos públicos de duas maneiras. A primeira é a ampliação da concorrência,
ao permitir a participação de empresas de todo o país nas licitações. Caso um
fornecedor distante do município vença a licitação, caberá à empresa oferecer o
frete mais barato e o menor preço. A segunda é a ampliação da transparência,
por meio da prestação eletrônica de contas, com informações que podem ser
acompanhadas pelo cidadão na internet.



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