Vendas do Tesouro Direto caem 27,6% em janeiro

A venda de títulos públicos a pessoas físicas somou R$ 2,047
bilhões em janeiro, informou nesta última quarta-feira (26) o Tesouro Nacional.
O valor vendido por meio do programa Tesouro Direto representa queda de 27,6%
em relação a janeiro do ano passado, quando haviam sido vendidos R$ 2,829
bilhões, o maior valor para o mês.
O número de investidores ativos somou 1.211.123. Apenas no mês passado, 9.942
participantes passaram a investir em títulos públicos. O número de investidores
cadastrados – ativos e não ativos – totalizou 5.945.793 pessoas.
No mês passado, os títulos mais vendidos foram vinculados à taxa Selic (juros
básicos da economia). Esses papéis concentraram 55,7% das vendas em janeiro. Em
segundo lugar, vieram os papéis corrigidos pela inflação oficial pelo Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que responderam por 29,9%
das vendas.
Em terceiro, ficaram os títulos prefixados (com juros definidos
antecipadamente), que responderam por 14,4% das vendas. Os investimentos de
menor valor continuaram a liderar a preferência dos aplicadores. As vendas
abaixo de R$ 1 mil concentraram 67,7% do volume aplicado no mês
Com o resultado de janeiro, o estoque de títulos públicos aplicados no Tesouro
Direto teve leve queda de 0,59% em relação a dezembro, alcançando R$ 59,295
bilhões. Isso ocorreu porque, no mês passado, o Tesouro resgatou R$ 3,005
bilhões. A variação do estoque representa a diferença entre as vendas e os
resgates, mais o reconhecimento dos juros que incidem sobre os títulos.
O Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 para popularizar esse tipo de
aplicação e permitir que pessoas físicas possam adquirir títulos públicos
diretamente do Tesouro, via internet, sem intermediação de agentes financeiros.
O aplicador só tem de pagar uma taxa à corretora responsável pela custódia dos
títulos. Mais informações podem ser obtidas no site do
Tesouro Direto.
A venda de títulos é uma das formas que o governo tem de captar recursos para
pagar dívidas e honrar compromissos. Em troca, o Tesouro Nacional se compromete
a devolver o valor com um adicional que pode variar de acordo com a Selic,
índices de inflação, câmbio ou uma taxa definida antecipadamente no caso dos
papéis prefixados.



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