Bolsas de NY fecham na maioria em baixa, com disseminação de coronavírus

As bolsas de Nova York fecharam
mistas, nesta última quarta-feira (26) com o Nasdaq decolando do movimento de
queda e encerrando no azul. Prevaleceu no mercado o sentimento de incerteza
econômica diante do rápido avanço do coronavírus pelo mundo, com Paquistão,
Argélia, Grécia e Noruega notificando os primeiros casos de infecção. O governo
do Estados Unidos informou um novo caso de transmissão interna, elevando para
15 o número de contágios dentro do país.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,46%, em
26.957,59 pontos, e o S&P 500 teve baixa de 0,38%, a 3.116,39 pontos. O
Nasdaq oscilou entre perdas e ganhos mas se firmou em território positivo,
fechando em alta de 0,17%, a 8.980,77 pontos. As ações da Apple se valorizaram
1,59% e as da Microsoft subiram 1,25%, ajudando a levar o índice para cima.
O mercado acionário americano ensaiou movimento
de recuperação de perdas, após o tombo no início da semana. A Organização
Mundial da Saúde (OMS) afirmou que não se deve ter pressa para classificar o
surto como uma pandemia, enquanto a China informava desaceleração no contágio.
O Centro para Avaliação Biológica e Pesquisa do Administração de Alimentos e
Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), informou que uma vacina contra o
coronavírus pode começar a ser testada em humanos no próximo trimestre.
Os investidores, no entanto, continuaram fugindo
dos ativos mais arriscados, à medida em que o noticiário trazia informações
sobre mais infectados e mortos na Itália, Alemanha, Espanha, Irã e Coreia do
Sul.
Uma comissária de bordo sul-coreana diagnosticada
com coronavírus pode ter realizado viagens a trabalho entre Seul e Los Angeles,
na semana passada, o que aumenta o temor de que o vírus avance também nos
Estados Unidos.
Em relatório enviado a clientes o banco suíço
Julius Baer afirma que “claramente, as notícias desde o fim de semana
implicam uma tipo diferente de impacto potencial no mundo econômico”, em
relação ao avanço do coronavírus. “As notícias do Covid-19 se espalhando
pela Coreia do Sul, Itália e até mesmo um local remoto como o Irã gerou uma redefinição
violenta das percepções dos investidores sobre as possíveis consequências dessa
crise”, afirma Yves Bonzon, chefe de Investimentos do Julius Baer.
Entre os integrantes do S&P 500, ações de
empresas ligadas ao turismo tiveram as maiores quedas nesta quarta-feira. A
Royal Caribbean Cruises teve queda de 8,05%, a Norwegian Cruise apresentou
desvalorização de 7,89% enquanto os papéis da United Airlines recuaram 5,72%.



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