Iene, Libra e Euro se fortalecem ante dólar com coronavírus em foco

A disseminação do coronavírus
pela Europa nesta última terça-feira (25), com os primeiros casos confirmados
na Áustria, Croácia, Suíça, além do crescimento dos casos na Itália – 322
infectados e 11 mortos – provocou novamente um movimento de aversão a risco nos
mercados globais, com investidores buscando segurança em moedas como o iene e a
libra.
A moeda americana operou mista. O índice DXY,
que mede a variação do dólar ante uma cesta de moedas fortes, caiu 0,38%, com
fracos dados de confiança do consumidor e de atividade industrial nos EUA, que
se mostraram aquém das expectativas dos analistas.
No fim da tarde de Nova York, o dólar caía
110,11 ienes, mas subia 0,9762 francos suíços. No mesmo horário o euro subia
US$1,0884 e a libra tinha alta de US$1,3000.
“O sentimento do dólar americano vacilou no
dia seguinte à maior queda de Wall Street em anos”, comentou Joe Manimbo,
analista do Western Union. “O potencial de impacto econômico do
coronavírus caindo nas costas dos EUA segurou a alta do dólar, aumentando a
expectativa de que o Federal Reserve ofereça mais cortes nas taxas de juros
para manter a expansão intacta”, afirmou em relatório enviado a clientes.
O diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa
Branca, Larry Kudlow, disse em entrevista à CNBC que o coronavírus está contido
nos EUA e não vê “nenhum movimento do Fed para cortes de juros” em
uma resposta ao “pânico” do coronavírus.
Já o Centro de Controle de Doenças e Prevenção
dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) informou que o vírus está se espalhando
de forma rápida pelo mundo e que uma pandemia é provável. Apesar de informar
que o risco para os americanos é “baixo”, o órgão não descartou a
possibilidade de novos casos chegarem aos EUA.
Também hoje, o secretário de Estado dos EUA,
Mike Pompeo, afirmou que o governo Trump está “profundamente
preocupado” com a possibilidade de o Irã ter suprimido informações vitais
sobre os casos de coronavírus. O número de casos no Irã também saltou para 95,
com 15 mortes. E o Bahrein entrou para a lista de países com casos de
coronavírus.
Para o Western Union, “a incerteza
permanece alta em relação ao coronavírus cuja disseminação para a Europa e o
Oriente Médio aponta queda na perspectiva já instável de crescimento
global”.



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