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Comércio de São Carlos acumula calote de R$ 6,7 milhões

02/02/2020 00h05 - Atualizado há 6 anos Publicado por: Redação
Comércio de São Carlos acumula calote de R$ 6,7 milhões Fotos: Marco Rogério

O comércio varejista de São Carlos fechou 2019 acumulando um calote de R$ 6.772.630,63. Os dados são da Associação Comercial e Industrial de São Carlos (ACISC).  O problema segue a tendência do que ocorre no país.
Em 2019, quase metade dos consumidores brasileiros (48%) esteve com o “nome sujo” — ou seja, negativado — ao longo dos últimos 12 meses, segundo um levantamento feito pela CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) em parceria com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito).
De acordo com a pesquisa, divulgada em janeiro deste ano, 78% dos brasileiros conseguem quitar todas as contas do mês, mas em 33% dos casos não sobra nada no orçamento para ser gasto com outras coisas — incluindo despesas emergenciais.
Ao menos 22% dos entrevistados deixam de pagar os compromissos com frequência, ainda
segundo o levantamento. A negativação deixou parte dos entrevistados em alerta: 38% admitiram maior controle de gastos após ficarem com o “nome sujo”.
Buscando fazer com que os lojistas recuperem pelo menos parte destes recursos, a ACISC realiza anualmente a Campanha Dívida Zero. Dentro dela, os consumidores que possuem algum tipo de restrição financeira ou débitos no comércio têm a chance de negociação e quitação de dívidas com desconto.
O presidente da ACISC, José Fernando Domingues, o Zelão, ressalta que essa é a chance para o consumidor ‘limpar o nome’ e volte crédito no comércio. O consumidor inadimplente que negociar suas dívidas junto a ACISC, terá a exclusão automática do seu nome na lista do SCPC.
Controle dos gastos – Quase metade dos entrevistados (48%) não controla o seu orçamento: 25% tentam lembrar das despesas pela memória, 20% não anotam os gastos e 2% repassam a função a terceiros.
A cada dez pessoas que controlam as despesas, apenas três (cerca de 33%) planejam os gastos do mês, anotando possíveis pagamentos a serem feitos.
Quem registra os pagamentos do mês acaba preferindo um caderno de anotações como recurso — o caderninho é usado por 36% dos consumidores. As planilhas feitas no computador são utilizadas por 9%, enquanto 7% preferem anotar as despesas em aplicativos de celular.
A pesquisa foi realizada com 813 consumidores das 27 capitais, sendo pessoas acima de 18 anos, todas as classes sociais e ambos os gêneros. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%.
Um consumidor que não quis se identificar disse que entrou no vermelho após perder o emprego que mantinha há 10 anos numa fábrica de São Carlos. Ele afirma que depois disso passou a viver de bicos e viu a dívida com cheque especial e cartão de crédito explodir. Atualmente tenta renegociar as dívidas para limpar seu nome.
DICAS PARA SAIR DO VERMELHO – O educador financeiro Marco Antonio Mourão explica que finanças pessoais não devem ser encaradas como um tabu. Ele ressalta que é necessário falar sobre isso e reconhecer as dificuldades. Compreendendo a situação atual do país, é simples entender quais os fatores colocaram os brasileiros nessa situação delicada. “Hábitos de longa data da população fazem com que seja mais difícil estar em dia com as contas. Compras parceladas, dívidas com cartões de crédito e cheque especial e falta de organização financeira são os principais. Embora seja difícil, é importante ter uma reserva para períodos de crise ou para uma emergência”, explica ele.
Segundo ele, postergar atividades como olhar o saldo bancário é uma forma de negar o que está acontecendo. Por isso, o processo para se organizar financeiramente requer encarar e entender a própria realidade.
Para gerar equilíbrio, é essencial saber em que pé estão as dívidas e quais são as melhores maneiras de resolver essa questão. Mourão indica analisar as contas com cuidado e procurar opções de dívidas mais baratas: empréstimos de conhecidos, consignados ou com bens de garantia possuem juros mais baixos, que são bons caminhos para sair do buraco.
Se ainda assim não conseguir acabar com os déficits, pode ser que tenha que fazer uma revisão das despesas fixas que são desnecessárias e também os consumos variáveis. “Esse segundo é importante como uma meta familiar, pois às vezes as pessoas esquecem que estão em uma situação delicada e acabam gastando com coisas que estão fora do orçamento”, destaca.

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