Recuperação de FGTS não recolhido bate recorde em 2019

A recuperação do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS) não depositado pelos empregadores bateu recorde em
2019. Segundo balanço divulgado pela Secretaria de Trabalho do Ministério da
Economia, os auditores fiscais do trabalho conseguiram reaver R$ 6,31 bilhões
não repassados às contas vinculadas dos trabalhadores.
O valor recuperado para o FGTS é 21,3% superior aos R$ 5,2 bilhões devolvidos
ao fundo em 2018. O dinheiro revisto é depositado nas contas dos trabalhadores.
A recuperação no ano passado resultou de 46.083 ações de fiscalização. Dos R$
6,31 bilhões, R$ 1,54 bilhão foram identificados pela força-tarefa de
fiscalização em grandes devedores e pelos grupos móveis dedicados
exclusivamente à apuração de débitos do FGTS. Por meio do cruzamento eletrônico
dos dados declarados pelas empresas em diversos sistemas do governo, foram
recuperados R$ 30,25 milhões.
O recolhimento do FGTS é um direito dos trabalhadores e uma das obrigações dos
empregadores no caso de contratações com carteira assinada, temporários,
avulsos, trabalhadores rurais e atletas. O valor corresponde a 8% da
remuneração paga no mês anterior.
Autuações
A Secretaria de Trabalho também divulgou o balanço das autuações no ano
passado. Ao todo, mais de 35 milhões de trabalhadores foram beneficiados por
221,94 mil operações realizadas em empresas em 2019 em todo o país. O resultado
inclui as 1.054 pessoas resgatadas do trabalho escravo no ano passado,
cujo resultado foi divulgado na última terça-feira (28).
As fiscalizações verificam contratações irregulares, violações de normas de
saúde e segurança, cumprimento de exigências mínimas na contratação de pessoas
com deficiência e de jovens aprendizes, recolhimento do FGTS, trabalho infantil
e trabalho análogo à escravidão.
Em diversos tipos de ações, os resultados de 2019 superaram os do ano anterior.
O total de regularizações por falta de registro na carteira de trabalho subiu
de 121.205 em 2018 para 133.674 no ano passado. Os flagrantes de descumprimento
na contratação de aprendizes passaram de 131.740 para 135.202.
O número de operações com foco específico também aumentou. As operações
voltadas para a prevenção de acidentes e doenças do trabalho saltaram de 42.158
em 2018 para 44.876 em 2019. As ações de fiscalização contra o trabalho
infantil subiram de 6.694 para 7.329. As operações contra o trabalho análogo ao
escravo cresceram de 249 para 267.



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