Petróleo e construção civil vão puxar crescimento em 2020

Safra agrícola recorde, investimentos em petróleo e gás e retomada
da construção civil deverão puxar emprego e renda e o avanço do
PIB (Produto Interno Bruto) em 2020. A aposta é do economista e
professor da UFSCar, Luís Fernando Paulillo. “Devemos ter um 2020
melhor do que 2019, mas com um ritmo de crescimento parecido com o de
2019. Esperamos que a economia retome com mais força e que os
empresários retomem os investimentos”, ressalta ele.
Paulillo
explica que em 2020, o Brasil terá uma safra agrícola com novos
recordes de produção de grãos com aumento de 1,6%. “Isso
significa um total de grãos de mais de 246 de toneladas. Isso é
efeito multiplicador na veia na geração renda agregada, portanto de
aumento do PIB” disse o economista.
Segundo ele, podemos
esperar também petróleo e gás um crescimento de produção e 27%.
“Não é nada mau, porque tivemos queda nos últimos quatro anos
nos investimento realizados nestes dois setores. E a grande notícia
é a retomada da construção civil. Este setor é o nosso grande
empregador e já mostrou resultados positivos neste último
trimestre”.
As ameaças à economia do Brasil, segundo
Paulillo, estão no cenário externo. “Problemas políticos nos
Estados Unidos, como a possibilidade de impeachment do presidente
Donald Trump, a disputa eleitoral nesta potência e também a guerra
comercial entre China e Estados Unidos”, analisa ele.
NATAL –
O economista explica que a redução dos juros pelo Governo Bolsonaro
aliado à política de liberação dos valores do FGTS impulsionaram
a economia, aquecendo as vendas de fim de ano. “ O Natal de 2019
foi melhor do que o Natal de 2018 devido a fatores como queda de
juros e recursos do FGTS. O consumo melhor porque os juros caíram,
mas também porque houve a liberação de muito dinheiro do Fundo de
Garantia.”
MONTANHA RUSSA – “O ano de 2019 termina com um
desemprenho muito menor do que se esperava no final do ano passado,
porém com resultados muito melhores do que se esperava em meados de
2019. Vivemos numa montanha russa de expectativas em apenas 12 meses.
Por isso, esta sensação de que passamos o início do ano com alto
astral, baixo astral no meio e alto astral no final, numa situação
que na verdade não é muito boa”.
Paulillo destaca que o
brasileiro termina o ano com um certo alívio. “Terminamos mais
aliviados porque pelos resultados registrados no PIB no primeiro mês
do último trimestre devemos terminar o ano com um crescimento de
1,2%. Ficará mais baixo do que o 1,3% de 2018, mas é melhor do que
o susto do meio do ano, onde se esperava que fechássemos o ano com
0,8%. Então, fechar com 1,2% diante desta montanha russa de
expectativas até que é menos mal. Isso nos dá algumas lições. A
primeira é que reformas estruturais não trazem milagres. A Reforma
da Previdência trará resultados em longo prazo. O mesmo ocorrerá
com a Reforma Tributária”, explica.



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