Tribunal deve julgar dissídio até outubro
O Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região de Campinas vai julgar, provavelmente até outubro, o dissídio coletivo que vai definir o reajuste salarial de trabalhadores da hotelaria e gastronomia de São Carlos e Região. Na última segunda-feira, durante a audiência de tentativa de conciliação em Campinas, não houve acordo entre o Sintshogastro e o Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes.
A data-base da categoria ser 1º de janeiros, e o imbróglio prossegue. Depois de muitos anos sem lançar mão deste recurso, o sindicato dos trabalhadores entrou com dissídio coletivo para que a Justiça do trabalho defina a concessão de reajuste salarial e outros benefícios para a categoria gastronômica de São Carlos e Região.
Por outro lado, na audiência desta semana o Sintshogastro conseguiu uma vitória: o Tribunal Regional do Trabalho reconheceu cerca de 400 acordos feitos de forma direta entre sindicato e empresa, todos fechados com um piso salarial de R$ 752.
A decisão interessa diretamente a cerca de 4.000 trabalhadores de aproximadamente 800 empresas de 13 cidades: São Carlos, Pirassununga, Descalvado, Torrinha, Brotas, Corumbataí, Santa Cruz das Palmeiras, Santa Cruz da Conceição, Santa Rita do Passa Quatro, Itirapina, Ibaté, Dourado e Ribeirão Bonito.
O assessor jurídico do Sintshogastro, Edson Nunes Sobrinho, explica que não houve acordo na Justiça devido à reivindicação dos trabalhadores de uma cesta básica no valor mínimo de R$ 80. “O sindicato patronal havia aceitado o piso de R$ 752, mas não concordou em ceder a cesta básica. Sem o acordo nestes dois itens, o caso vai uma sessão de julgamento do TRT. Esperamos que o caso seja resolvido até outubro”, resatla ele.
O presidente do Sintshogastro, Manuel Pires, explica que a categoria reivindicou, durante a campanha salarial, um reajuste de 10% sobre o piso atual maior, que é de R$ 683,63. Ele afirma que atualmente existem dois pisos abaixo deste: um para empresas com até 5 funcionários, de R$ 628,30 e um segundo piso, de R$ 646,59 para empresas que empregam entre 6 e 19 pessoas.
OUTRO LADO – A reportagem tentou falar nesta quinta-feira com o presidente do Sindicato de Hotéis, Bares e Restaurantes, Thiago Villani, mas ele não atendeu às ligações feitas ao seu telefone celular.



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