Ibovespa opera instável, com atenções voltadas ao dólar e às bolsas de NY

O Índice Bovespa enfrenta
instabilidade desde a abertura dos negócios, alternando altas e baixas, influenciado
pelo dólar e pelas bolsas de Nova York. O índice chegou a subir 0,39% na máxima
do dia, mas nos últimos minutos renovou mínimas, ameaçando perder o patamar dos
108 mil pontos.
A liquidez é reduzida, principalmente pela menor
participação do investidor estrangeiro, uma vez que nesta sexta-feira, 29, o
mercado de ações americano opera em período reduzido.
A queda é influenciada principalmente pelas
ações de commodities, com alguma contribuição de papéis de bancos, que desde
ontem enfrentam volatilidade, depois das iniciativas do governo para reduzir a
cobrança de juros no setor.
Às 12h48, o Ibovespa tinha 108.040,06 pontos, em
baixa de 0,23%.
O presidente Jair Bolsonaro disse nesta manhã
que mudanças sobre juros do cheque especial não foram feitas “no
canetaço” ou sem diálogo. Ele acrescentou que, a pedido do Banco Central,
as instituições financeiras deverão informar se baixaram mesmo as taxas
cobradas dos correntistas. “Acho que foi bom o anúncio dos juros, né?! 8%
ao mês”, questionou.
As companhias de alimentos operam em alta na
Bolsa, após a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, dizer que o preço da
arroba do boi gordo, que em São Paulo teve aumento real de nada menos que 35%
em um mês, não vai mais retornar ao patamar anterior.
Em análise, a Criteria Investimentos explica que
a tendência de alta deve continuar nos próximos dois anos. Há pouco, as ações
ON de JBS subiam 0,42%, Marfrig ON expandia 0,56% e BRF ON acelerava 1,52%,
neste caso, em meio a perspectiva de elevação no consumo de frango,
principalmente no mercado interno, devido à alta da carne.



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