Bolsas da Europa fecham em queda, com comércio EUA-China no radar

As bolsas
europeias fecharam em queda nesta última quinta-feira, 21, em meio a sinais
mistos sobre o diálogo comercial entre Estados Unidos e China. O viés de baixa
prevaleceu especialmente após informações de que um acordo bilateral poderia
ficar para 2020 e de que Pequim espera uma resposta sobre o projeto de lei
aprovado pelo Congresso americano que manifestou apoio aos protestos em Hong
Kong.
O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,33%, em
402,48 pontos.
O mercado monitorou com cautela informações divergentes sobre
as negociações entre as duas maiores economias do mundo. De um lado, pesaram
informações céticas como a possibilidade de um acordo ser selado apenas no
próximo ano e de mais tensões entre as duas nações com os protestos de Hong
Kong e o posicionamento do governo americano.
As informações deixaram em segundo plano as mais positivas,
como a indicação de que a próxima rodada de tarifas americanas a importações
chinesas, com aumento de alíquotas previsto para 15 de dezembro, deve ser ao
menos adiada, ainda que os dois lados não cheguem a um acordo até lá. O
vice-primeiro-ministro Liu He, líder das negociações pelo lado de Pequim,
também teria chamado autoridades americanas para novas tratativas presenciais
em solo asiático.
No Velho Continente, a ata do Banco Central Europeu (BCE)
ficou em segundo plano. O documento reforçou que indicadores recentes sugerem a
possibilidade de uma desaceleração maior do que a antecipada em setembro pela
instituição. A ata, relativa à reunião de 23 e 24 de outubro, ainda foi
enfática ao defender a busca por consenso dentro do conselho, em meio a divergências
sobre o pacote de estímulos anunciado também em setembro.
Na bolsa de Frankfurt, o índice DAX recuou 0,16%, a 13.137,70
pontos, com destaque para a queda de 13,62% na ação do grupo industrial alemão
ThyssenKrupp, que divulgou prejuízo líquido de 304 milhões de euros (US$ 336,5
milhões) no ano fiscal de 2019 (encerrado em setembro), bem maior do que a
perda de 62 milhões de euros do ano anterior.
Já na bolsa de Milão, o índice FTSE-MIB recuou 0,31%, a 23
279,78 pontos. A ação da Fiat Chrysler cedeu 3,78%, após a General Motors (GM)
abrir uma ação judicial contra a empresa e ex-executivos da montadora
ítalo-americana por suposta extorsão. A GM acusa a empresa de ter oferecido
subornos durante processos de negociação coletiva com a United Workers Association
(UAW), sindicato dos trabalhadores da indústria automobilística nos Estados
Unidos.
Em Londres, o índice FTSE 100 fechou com queda de 0,33%, em 7
238,55 pontos. Já o índice CAC 40, da bolsa de Paris, caiu 0,22%, a 5.881,21
pontos. Em Madri, o índice Ibex 35 registrou perda de 0,12%, a 9.214,00 pontos.
Na bolsa de Lisboa, o índice PSI 20 cedeu 0,90%, a 5.172,77 pontos.



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