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“Beijaço” não teve relação com disputa pelo DCE da UFSCar, diz organizadora

23/04/2015 00h15 - Atualizado há 11 anos Publicado por: Redação
“Beijaço” não teve relação com disputa pelo DCE da UFSCar, diz organizadora

No último dia 15, o Primeira Página publicou matéria intitulada “‘Beijaço da UFSCar’ se insere em quadro de disputa pelo DCE”, em que repercutia vídeo divulgado no youtube com o título “Professor promove beijaço gay dentro da sala de aula”, e que exibe duplas de alunos e de alunas se beijando. 

A informação de que o ato está relacionado à disputa pelo Diretório Central de Estudantes (DCE), como foi informado ao Primeira Página, no entanto, é negada por uma das organizadoras do beijaço, que explica: “Após atos de lgbtfobia cometidos por um estudante, integrante da chapa Renovação [uma das chapas que disputa as eleições], o mesmo, por se sentir perseguido após a repercussão de tais atos, exigiu de algumas das pessoas ofendidas, um pedido de desculpas. Um grupo de pessoas indignadas se mobilizou e promoveu o beijaço como resposta à exigência de pedido de desculpas do estudante lgbtfóbico. É importante ressaltar que o ato não teve vínculo com nenhuma chapa, DCE, coletivo, comissão eleitoral ou qualquer outra instância formal”, afirma Bruna Quinsan, uma das organizadoras.  

Ela salienta, também, que o professor que ocupava a sala em que o ato aconteceu não esteve envolvido com a organização ou promoção do ato. Segundo Quinsan, o docente sabia apenas que ele cederia um espaço para uma manifestação política. 

Essa informação corrobora o que o Primeira Página publicou no dia 15, quando disse: “O fato, segundo apurado pela reportagem, não teve apoio do professor – como o título do vídeo indica”. 

Após reafirmar que o ato não foi de autoria de nenhuma chapa, comissão eleitoral ou do DCE, Bruna Quinsan afirma que o vídeo divulgado pelo site do Primeira Página foi alterado, já que foi inserido o logo da chapa Todos os Cantos, outra das chapas concorrentes ao DCE. Segundo Quinsan, esse fato indicava, erroneamente, que o ato havia sido promovido como ataque político à chapa Renovação, e não uma forma de repúdio as declarações lgbtfóbicas. 

“É importante dizer que não nos arrependemos da forma com que o ato foi feito e, uma vez que buscamos a conquista dos direitos LGBT [Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros] dentro e fora da universidade não aceitaremos que declarações como essas se repitam”, afirma Bruna Quinsan.

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