Após seguir orientação do prefeito, família é despejada
Após invadir uma das casas no Residencial Deputado José Zavaglia, uma família precisou deixar a moradia na manhã desta sexta-feira, ontem, 6, por determinação da Justiça. Crisiane Rafael da Silva, 30, dona de casa, alegou que só entrou na residência após declarações do prefeito Paulo Altomani (PSDB) em que ele dizia que ela poderia ocupar o imóvel.
Bastante nervosa, assim que o oficial de Justiça chegou até a sua residência, Crisiane começou desesperadamente procurar um local para morar com o marido e mais quatro crianças, três filhos seus e uma sobrinha. “Estou procurando uma casa provisória, não vou para o meio da rua. Para onde que eu vou com quatro crianças? O prefeito disse para eu não sair daqui”, ressaltou.
Segundo Crisiane, em uma reunião com o prefeito na Prefeitura, o mesmo garantiu que ela teria onde morar com a família e que só invadiu a casa após uma declaração de Altomani. “O prefeito disse que ninguém ia me tirar daqui devido eu não ter para onde ir com quatro crianças. Mandou a gente ocupar a casa porque a casa estava vazia, agora quero saber para onde eu vou”, esbravejou.
Crisiane pede uma solução e também ajuda. “Não tenho dinheiro para pagar nada e precisei sair correndo da casa. O prefeito autorizou a gente ficar aqui e quando eu mais preciso, ele virou as costas, estou ligando na Prefeitura e nunca consegui falar com o prefeito. Quero ver o que o prefeito vai fazer para mim e minhas crianças. Espero que faça alguma coisa”, disse.
Preocupada, Crisiane buscava uma casa para ir ou guardar os seus pertences. “Para onde eu vou com os meus móveis, com as coisas que temos, vou deixar onde? Estou com vergonha, me sentindo humilhada, jogada igual lixo”, finalizou.
CASO – No dia 16 de novembro de 2014, durante o sorteio das residências do Planalto Verde, no Estádio “Luiz Augusto de Oliveira – Luisão”, Paulo Altomani afirmou que as casas desocupadas ou alugadas no residencial seriam repassadas às famílias que não foram contempladas na ocasião, o que motivou com que algumas famílias invadissem as moradias no bairro.
Portanto, no dia 17 de dezembro de 2014, a Justiça determinou que Crisiane e sua família tivessem três dias para deixar a casa em que estavam morando, prazo esse expandido amigavelmente, sem que houvesse a necessidade da reintegração de posse compulsória.
Como a família não deixou o imóvel, um oficial de Justiça, junto com a Polícia Militar, foi até a casa para cumprir a decisão Judicial.



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