Torpedos – 07/10/2014
Sem representatividade
Acabou a eleição e mais uma vez São Carlos fica refém de uma política pequena. Sem representação na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, resta-nos agora passar a caneca e pedir migalhas para os deputados das cidades vizinhas. Araraquara e Rio Claro nos deram um exemplo de como se pensar na cidade e não fazer uma política mesquinha.
Sem representatividade 2
O que mais chama a atenção é que algumas candidaturas surgem em São Carlos apenas para atrapalhar as outras ou ainda por interesses individuais ou políticos, como a necessidade de se manter um “pseudo poder” de ter um partido político. Acredita-se por aqui que ter um partido na mão é ter poder. Mas quem tem poder mesmo são os grandes caciques que sabem muito bem negociar os apoios.
Sem representatividade 3
Tudo bem que na democracia todos têm direito de disputar uma eleição e se lançar candidato, porém pensar na cidade é fundamental. Agora não temos nenhum deputado eleito. Os candidatos “nanicos” irão agora correr atrás com o pires na mão e pedir recursos para a cidade?
Números não mentem
Teve candidatado de São Carlos que, se disputasse uma vaga para vereador, ficaria fora com tão pífia votação.
Números não mentem 2
Em São Carlos, para deputado estadual, Bragatto (PV) teve 5.154 votos, Dé Alvim (SDD) – 3.171 , Eduardo Brinquedos (PSC) – 3.064, Freire (PMDB) – 2.594, Ulisses Sales (PSD) – 1.739, Dr. Marcus Vinicius Bizzarro (PCdoB) – 1.175, Flávio Lazzarotto (PSOL) – 963. Estes números servem para nos trazer uma reflexão. Os dois mais votados foram Airton Garcia (PSB) – 29.010 e Julio Cesar (DEM) – 19.285
Quanto faltou
Agora é importante apontar quantos votos faltaram para que estes candidatos fossem eleitos. Para Airton Garcia faltaram 5.100. O empresário é o primeiro suplente do PSB e tem grandes chances de assumir uma cadeira na Alesp. Para Júlio César (DEM) faltaram 37.372 votos. Já Bragatto precisaria mais 69.781 votos para ser eleito. Para Dé Alvim (SD) faltaram 56.537 votos, Eduardo Brinquedos precisaria ainda de mais 65.785 para estar na Alesp. Para Freire (PMDB) faltaram 46.050 votos para conquistar um espaço como deputado e Ulisses Salles precisaria ainda de mais 17 mil votos. Ou seja, muitas candidaturas, apesar de serem legais diante da lei, prejudicaram a cidade, já que não tinham potencial para eleição.
Queda
O deputado federal Newton Lima (PT), que alimentava a esperança de somar 150 mil votos nas eleições de domingo, 5, perdeu 32 mil votos. O deputado somou 74.598 votos; na disputa de 2010, foram 110.207 – na coligação ficou atrás de Netinho de Paula (PC do B/ 82.105 votos) e dos petistas Luiz Cláudio Marcolino (78.626), Amélia Naomi (77.831), Janete Pietá (77.595), Hamilton Pereira (77.325) e Senival Moura (75.728).
Surpresa?
Para muitos petistas não foi surpresa, já que eles consideram que Newton deixou de lado a cidade e privilegiou outros locais. As urnas deram uma lição, segundo os companheiros de partido.
Lobbe
A votação de Lobbe Neto foi superior a de Lima e mostrou a força do tucano, que é agora segundo suplente e pode assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados com as movimentações na formação do governo Alckmin em 2015 ou de Aécio, caso vença no segundo turno.
Dilma x Aécio
A baixaria já começou pela internet. Em seu twitter, Dilma atacou o tucano um dia depois das eleições. A campanha do medo será agora contra Aécio Neves. Este tipo de atitude dos marqueteiros de Dilma é apelativo. Eleição deveria ser debates de ideias e programas e não lavagem de roupa suja. Mas o que assistimos é isso, ofensas que cabem mais em uma novela mexicana e não em uma eleição presidencial. Ou melhor, nem em novelas mexicanas encontramos tanta baixaria como o que vimos no 1º turno e começamos a assistir agora no 2º turno das eleições.



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