Ganho de emprego nos EUA desacelera
O mercado de trabalho nos Estados Unidos teve desempenho bem inferior ao esperado em março, mantendo a porta aberta para mais apoio de políticas monetárias do Federal Reserve (banco central norte-americano), mesmo com a taxa de desemprego caindo para o menor nível em três anos, para 8,2%.
Os empregadores criaram 120 mil postos de trabalho no mês passado, segundo informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, o menor aumento desde outubro.
Economistas consultados pela Reuters esperavam que fossem criadas 203 mil vagas de emprego, excluindo o setor agrícola, e que a taxa de desemprego se mantivesse estável em 8,3 por cento.
A desaceleração no crescimento do emprego no mês passado deve ter refletido o fraco impulso causado pelo tempo quente fora de época. Esse resultado apoiou a cautela sobre o mercado de trabalho do chaiman do Federal Reserve, Ben Bernanke, na semana passada.
Bernanke expressou dúvidas sobre se os ganhos recentes de empregos seriam sustentados, e o fraco relatório de março está em linha com as expectativas de que o crescimento da economia desacelerou para uma taxa anual de 2 por cento no primeiro trimestre, ante a taxa de 3 por cento registrada no período entre outubro e dezembro.
“Isso deve fazer o Fed continuar a política de afrouxamento monetário. Eles vão querer ver um número superior a 300 mil antes de começar a enxergar um cenário mais forte para a economia”, afirmou o economista do 4CASTem Nova York SeanIncremona.
Embora a taxa de desemprego tenha caído para o menor nível desde janeiro de 2009, isso aconteceu principalmente porque algumas pessoas desistiram de procurar trabalho. Uma pesquisa separada sobre as famílias, de onde a taxa de desemprego é derivada, também mostrou uma queda no emprego.
A taxa de desemprego dos Estados Unidos era de 9,1 por cento em agosto.



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