Oficina de dança atrai crianças e adultos
Acontece na Oficina Cultural Sérgio Buarque de Holanda, em São Carlos, uma oficina com aulas de Hip-Hop, ministradas pelo professor de dança José Maria Goes. A oficina de dança é parte de um projeto de cursos de férias que começou em janeiro deste ano e terá fim neste mês de março. As aulas são gratuitas e qualquer pessoa pode participar.
José Maria Goes conta sobre o projeto de dança. “Estamos com cerca de 40 alunos, sendo que cada aula tem duração de duas horas e acontecem duas vezes na semana todas às segundas e quartas. Nas aulas exploro todos os estilos do Street Dance, que é uma das vertentes do Hip-Hop, dentro da dança, as aulas podem ser tanto para crianças, quanto para adolescentes e adultos”.
O professor diz que se surpreendeu com a quantidade de adultos interessados em participar. “Quando comecei dar o curso, achei que fosse me deparar apenas com crianças e adolescentes como é de costume, mas me enganei, pois há muitos adultos, inclusive muitos são pais de outras crianças que fazem o Street Dance. Foi ai que precisei moldar as aulas de acordo com a faixa de idade dos alunos, e todos eram iniciantes no Hip-Hop”.
Para José Maria é importante que as pessoas procurem esse tipo de atividade e aprendam mais sobre a cultura Hip-Hop. “A maioria chega nas aulas com informações superficiais sobre o que é o movimento, além disso, devido à maioria das pessoas serem carentes, e o Hip-Hop ser um movimento que veio das periferias, elas se identificam bastante. Assim, através da dança, elas adquirem disciplina e encontram motivações”, ressalta o professor.
“É interessante que as pessoas conheçam melhor a cultura Hip-Hop. Através das aulas elas aprendem o verdadeiro sentido do movimento. Outra questão muito importante é que a maioria das pessoas, que participam da oficina, é carente, por isso, introduzir a dança na vida delas, faz com que seja um incentivo para buscarem dentro delas motivações, aprender a ter dedicação e disciplina na vida. É uma maneira de afastá-las um pouco da dura realidade em que vivem e até das drogas, principalmente as crianças e os adolescentes”.



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