Torpedos – 17/01/2014
Na cozinha
Sérgio Rocha (PTB) está correndo atrás para conseguir encaixar São Carlos no programa do FNDE para compra de fogões destinados a escolas. Segundo ele, se o município manifestar interesse pode comprar a preços módicos, através do Ministério da Educação, um determinado número de fogões para substituir os equipamentos antigos das escolas.
Na Cozinha II
Para tirar uma “onda”, Rocha já deixou claro que só se preocupou com os fogões, já que o Roselei Fransoso (PT) já comprou “bastante” panelas para as escolas. Tantas que tem até gente querendo abrir CPI por conta do volume. “Tantas não, são 153 panelas, número exato do tamanho da necessidade”, retrucou Roselei.
Oba, Oba
A discussão sobre a possível privatização do Saae, que tem uma postura bastante clara do vereador Edson Ferminao (PR). Para ele, criou-se um “oba, oba” sobre esse tema sem que houvesse um fato concreto que indicasse um movimento de concessão de serviços.
Oba, Oba II
Na revisão da Lei Orgânica do Município, projeto tocado pela comissão presidida pelo Fermiano, o grupo está trabalhando no artigo 10. O artigo que trata da concessão de serviços é o 128. “Tem muito chão pela frente para se levantar essa lebre”, disse ele.
Boataria
Fermiano foi além ao afirmar que a alteração do artigo para abrir a administração do Saae para terceiros é do prefeito Paulo Altomani e que nem ele, nem mesmo o presidente da autarquia, Sérgio Pepino, manifestaram qualquer interesse em privatizar o Saae. “O que está acontecendo é fruto de boato, sem fundamento”.
Elétrico
Boato também rolou na tarde de ontem em parte da imprensa de que a região Leste estava sem energia durante todo o dia e que o fato teria prejudicado a inauguração de um supermercado nas imediações. O fato é que foram 40 minutos sem energia devido à troca de um equipamento da CPFL. Nada mais.
Explicações
O Marquinho Amaral (PSDB) afirmou categoricamente que irá convocar o secretário de Trânsito Celso Higashi para explicar na Câmara as mudanças que tem efetivado no trânsito da cidade. Nos bastidores, sabe-se que Marquinho não tem gostado da postura do secretário e classificou o comportamento de “arrogante”.
Explicações II
Pelo que se sabe, a reclamação da vez passou a serem os taxões, equipamento fixado na pista que reflete a luz do carro e orienta nas conversões. Alguns condutores reclamaram da novidade. Marquinho pegou carona nas reclamações e busca explicações para a autoria da ideia.
Artilharia
Nos bastidores especula-se que o prefeito Paulo Altomani está inclinado a contratar um jornalista – um artilheiro – para se dedicar a promover as ações do governo nas redes sociais, principalmente, no Facebook. O espaço virtual, na avaliação dele, tem sido usado para promover boatos contra sua administração.
Artilharia II
Difícil é imaginar o que é boato diante de tantos fatos concretos envolvendo o governo Altomani. Por último, se tem uma justificativa pouco plausível para sustentar a possível compra dos uniformes da rede municipal de ensino por um preço exorbitante.
Artilharia III
Incluem também nessa conta as inúmeras reclamações de espaços públicos abandonados. Teve também a suspeita de contratação irregular do hotel que hospedou as seleções da Copa São Paulo. Qual será a artilharia que a comunicação terá para combater os “boatos”?
Rolezinho
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), reiterou sua posição de que os “rolezinhos” são atividades culturais, não questão de polícia. “O rolê, o passeio, a volta é uma atividade cultural. É problema de polícia se há depredação, se há roubo”, afirmou.
Rolezinho II
O discurso é o mesmo adotado pelo secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella Vieira. Um sexto-sentido aguçou a curiosidade. Será que o marketing dos shoppings, prevendo um desgaste na mídia, optou por transformar o rolezinho em algo do bem?
Rolezinho III
É visível que as reportagens na imprensa nesta semana mudaram de tom de segunda-feira para cá. Entrevistas mostram adolescentes explicando que se reúnem em shoppings do País para conversar e paquerar. O tom pejorativo saiu de cena. Taí a força do dinheiro.



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